O menino dos olhos tristes. O menino do Crack que transitava pelas ruas.
Algum sentimento de alegria por vê-lo vivo, e por notar que o menino dos olhos verdes profundos, continuara camarada.
Na cadeira de rodas, as pernas imóveis, corpo muito magro, miudinho. Braços cruzados, com expressões limpas, porém marcadas.
Acompanhado pela mãe, limitado. Pequenos movimentos nos braços.
Ao cumprimentá-lo pude perceber traços indeléveis do menino que sofreu a violência do mundo das drogas.
Acreditei em purificação, acreditei que a alma, o ser humano não se perde assim, e que eu sempre estive certa de olhar nos olhos dele e sentir bondade e profundas violações.
Na frente do mercado "Vai um jornalzinho aí, tia" e ele tinha a minha idade.
Aquele menino, que acabara baleado, tinha o olhar carismático e ganhava uma chance,
Lembro de uma frase que o "de menor" de corpo franzino, de olhar fundo, que perambulava por ai vendendo jornal, me falou "juízo com os outros eu tenho, só não tenho juízo comigo".
Ganhaste uma chance da vida, jovem camarada.
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Aquele menino, que acabara baleado, tinha o olhar carismático e ganhava uma chance,
Lembro de uma frase que o "de menor" de corpo franzino, de olhar fundo, que perambulava por ai vendendo jornal, me falou "juízo com os outros eu tenho, só não tenho juízo comigo".
Ganhaste uma chance da vida, jovem camarada.
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